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Redação nota 10 da aluna Beatriz Saito, da 1° série do ensino médio.

Redação nota 10 da aluna Beatriz Saito, da 1° série do ensino médio.

Dando um fim a dor

No Brasil, o suicídio é a quarta causa de morte, em primeiro a violência. O suicídio aumentou gradativamente entre 2000 e 2018 foi de 6.780 para 11.736 uma alta de 73% nesse período. As maiores taxas foram registradas entre jovens de acordo com o ministério da saúde, com fator principal em depressão.
Os jovens desta geração são privilegiados com os mais possíveis meios de conhecimento e comunicação, dando âmbito à Internet. As redes sociais que antes tinham como objetivo informar e esclarecer, hoje, possuem outros fins, por exemplo: propagandas, estilos de moda, dicas gourmet e claro, exibir a vida pessoal de celebridades, que muitas vezes só enaltecem a parte boa e bela da rotina, tornando-as seres extraordinários para os adolescentes que sofrem por aprovação da sociedade.
Na adolescência, os jovens se rebelam contra os pais por motivos como falta de compreensão ou ignorância, o que levam a construírem imagens ruins dos pais, ao invés de admirarem os tornam seres insensíveis. Assim, buscando novos exemplos para seguirem e admirarem, e onde encontrarão isso? Na Internet.
O jovem já sofre pressão da família, por impor paradigmas como: notas exemplares, profissões a serem decididas, escolhas para serem tomadas, só isso já causa grande preocupação, e o resto? E as aprovações da sociedade como o padrão de beleza, a classe social, a ideologia de gênero e a homossexualidade. Todas essas coisas estão passando na cabeça de um adolescente que mal conhece o mundo.
Assim, os próprios ficam se boicotando a serem pessoas que não são, a tomarem decisões baseando-se nas opiniões dos outros, a serem pessimistas, vulneráveis e instáveis. Colocando em suas mentes que estão proibidos de errar, de se vestir como querem, de amar quem querem, de simplesmente viver como realmente são, eles ficam em um enorme conflito de personalidades falsas e reais das quais não podem sair sem ajuda.
Não tenha medo de sentir, se abra ao ridículo e não se culpe pelo fracasso, se permita: vestir, amar, admirar e sonhar o que você, e somente você quer… Seja empático e saiba ouvir antes de julgar e por fim, pare de sustentar a crença dos paradigmas de aprovação, é impossível todos se encaixarem em um padrão sendo que ninguém é igual a ninguém, vamos dar voz aos “despadronizados” para criarmos a perspectiva do mundo ideal, para que os suicídios não se tornem mais uma opção.

Beatriz Saito é aluna do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Planeta Azul.

Yamada adm